As histórias em quadrinhos começaram no Brasil no século XIX, mais conhecidas como cartuns, charges ou caricaturas. Já a publicação de revistas próprias do gênero no país começou no início do século XX. A influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área, principalmente através de quadrinhos americanos, europeus e japoneses.
Como charge, circulou o primeiro desenho em 1837, de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre. A partir dos anos 1930, houve uma retomada dos quadrinhos, com os artistas brasileiros trabalhando sob a influência estrangeira. No início dos anos 50, novos quadrinistas brasileiros que iam aparecendo não conseguiram trabalhar com personagens próprios.
Em 1952, a Editora Abril adotou o formatinho, dimensões menores do que as revistas estrangeiras e que se tornou o formato padrão em publicações brasileiras. Foi no formato de tira que estrearam os personagens de Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, no fim de 1959. O cachorrinho Bidu foi o primeiro personagem da Turma. A Turma da Mônica começou a ser publicada pela Editora Abril em 1970, em 1987 pela editora Globo e a partir de 2007 pela Editora Panini.
Na década de 60, foram lançadas publicações jornalísticas cheias de charges, como O Pasquim, que criticavam a ditadura militar. Na década de 70, predominaram os quadrinhos infantis, com o início da publicação das revistas de Maurício de Sousa. No fim da década de 90 e começo do século XXI, surgiram na Internet diversas histórias em quadrinhos brasileiras. Portanto, pode-se dizer que apesar do crescimento da Internet, as histórias em quadrinhos não se acabaram e ainda atraem muitos leitores.